Nova pílula experimental para obesidade e diabetes queima gordura sem reduzir o apetite, sugere estudo
Uma nova pílula experimental para obesidade e diabetes tipo 2 pode representar uma abordagem diferente dos medicamentos atualmente disponíveis no mercado.
Segundo pesquisadores do Karolinska Institutet e da Stockholm University, na Suécia, o medicamento não atua reduzindo a fome, como fazem os agonistas de GLP-1, classe de medicamentos que inclui Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Em vez disso, a substância estimula o metabolismo dos músculos esqueléticos, aumentando a queima de gordura e ajudando a controlar os níveis de glicose no sangue.
Os resultados foram publicados na revista científica Cell e divulgados pelo portal ScienceDaily.
Nos estudos realizados em animais, os pesquisadores observaram melhora do controle glicêmico, aumento da queima de gordura e preservação da massa muscular. Um dos diferenciais apontados pelos autores é justamente a possibilidade de reduzir gordura corporal sem provocar perda muscular significativa, uma preocupação frequente entre especialistas que acompanham pacientes em tratamento para obesidade.
Outra diferença é a forma de administração. Enquanto os medicamentos mais conhecidos da classe dos agonistas de GLP-1 são aplicados por injeção, a nova terapia é desenvolvida em comprimidos.
Os pesquisadores também realizaram um estudo clínico inicial com 73 participantes — sendo 48 pessoas saudáveis e 25 com diabetes tipo 2. Segundo os autores, o tratamento foi bem tolerado e apresentou um perfil de segurança considerado promissor nesta fase inicial de desenvolvimento.
Apesar dos resultados animadores, a pílula ainda está em fase experimental e precisará passar por estudos maiores para confirmar sua eficácia e segurança antes de chegar ao mercado.
Se os resultados forem confirmados nas próximas etapas, a descoberta poderá abrir caminho para uma nova geração de tratamentos para obesidade e diabetes, com mecanismos diferentes dos medicamentos atualmente disponíveis.
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